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Educadores relatam apoio da família no ensino remoto

Educadores e gestores da Secretaria Municipal da Educação de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) contam como efetivaram a educação inclusiva durante a pandemia

Somos professores e gestores da rede municipal de Educação de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) e participamos da formação continuada chamada DIVERSA Presencial no ano de 2020, um ano atípico em razão da pandemia do novo coronavírus. O momento nos levou a refletir sobre a existência humana e também contribuiu para (re)pensar novas formas de ensino. Foi, e ainda está sendo, um período de aprendizado, luta e persistência. Afinal, promover ensino remoto na realidade brasileira não é uma tarefa fácil, muito menos simples.

A rede, que conta com educação infantil e ensino fundamental I e II, tem um total de 3.368 alunos. Todas as escolas de ensino fundamental contam com salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a educação infantil conta com um professor de AEE volante.

A educação inclusiva vem sendo estruturada com iniciativas de intersetorialidade de políticas públicas e sociedade civil em nosso município. Assim, iniciamos a formação buscando expandir conhecimentos e aprimorar as práticas pedagógicas partindo de uma perspectiva inclusiva.

No decorrer da formação, apresentamos o caso do estudante Luiz Eduardo, que tem diagnóstico de paralisia cerebral diplégica espática, secundária a complicações de prematuridade extrema. Em 2020, ele estava matriculado no 2º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof. Arnaldo Moraes Ribeiro, que possui cerca de 1.038 estudantes.

Fachada da escola Prof. Arnaldo Moraes Ribeiro, que tem muros amarelos e portão azul. Fim da descrição.
Fonte: arquivo pessoal.

O estudante e a família

Luiz Eduardo começou a frequentar a unidade escolar em 2019, quando seus horários eram ajustados conforme suas especificidades e uma monitora o acompanhava em tempo integral. Sua fala ainda não havia sido totalmente desenvolvida.

Devido a pandemia, as aulas passaram a ocorrer de forma remota e a participação da família, em especial a mediação da mãe, foi essencial.

Desde o início do ensino remoto, o acompanhamento foi feito pela plataforma Plurall, disponibilizada pela prefeitura, onde os professores gravam aulas e postam vídeos e atividades. As aulas são gravadas pelo Google Meet, para que os estudantes acessem conforme sua disponibilidade.

O contato com os familiares também foi mantido por mensagens e videochamadas no WhatsApp.

Conforme as formações aconteciam, refletíamos sobre a prática inclusiva, observando as potencialidades e as individualidades de cada estudante. Diante disso, foi necessário revisitar nossas estratégias, e, principalmente neste momento pandêmico, foi necessária uma escuta mais atenta com estudantes, familiares e demais profissionais da escola. Fortalecemos a parceria com a família, por meio de um trabalho colaborativo, dialógico e de reflexão.

 

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Participação e autonomia

Os resultados conquistados diante das ações pontuais favoreceram a oralidade, postura, participação e autonomia do aluno. Além disso, a relação de confiança construída com a família foi importante para o desenvolvimento de Luiz Eduardo.

Os conhecimentos e as experiências adquiridas no DIVERSA Presencial fortaleceram as ações da equipe escolar e nos motivou a ouvir mais, refletir, debater e acreditar que todo estudante pode aprender.

Evidenciou-se que um processo de ensino-aprendizagem, quando apoiado por estratégias e ferramentas adequadas, apresenta mais avanços e consegue identificar talentos em todas as crianças.

Finalizamos esse ciclo com pressupostos mais consolidados para a construção da educação inclusiva em Santa Cruz do Rio Pardo. Assim, ratificamos que com coerência, dedicação e vontade podemos promover uma educação escolar de qualidade para todas e todos.

 

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Este relato de experiência é fruto da participação dos autores na edição 2020 do DIVERSA Presencial – formação para profissionais envolvidos com o processo de escolarização de estudantes público-alvo da educação especial em escolas comuns, desenvolvida pelo Instituto Rodrigo Mendes em parceria com a Fundação Grupo Volkswagen. Por meio de parcerias com secretarias municipais de educação, o projeto tem como objetivo contribuir com a ampliação de conhecimentos sobre a educação inclusiva a partir de situações reais e desafiadoras escolhidas pelos participantes.

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