Valorizando o território escolar em estratégias pedagógicas inclusivas

Confira relatos de experiências que envolveram a comunidade escolar ou abordaram a discussão sobre o território do entorno com os estudantes

Por Luan Brito

Os muros da escola não são o limite de aprendizagem para os estudantes que fazem parte dela. A instituição está inserida em uma comunidade e precisa criar vínculos em que cada um compreenda o seu papel e as suas responsabilidades. A presença da família e da comunidade na vida escolar é um fator importante para a educação inclusiva e de qualidade, auxiliando o desenvolvimento de crianças e jovens.

Por isso, professoras e professores desenvolvem estratégias pedagógicas com a participação da comunidade escolar (educadores, gestores, demais profissionais que atuam na escola, estudantes e suas famílias) ou em parceria com profissionais e instituições do entorno da escola, trabalhando, valorizando e conhecendo mais o território onde vivem.

Saiba mais:

+ Série de vídeos aborda impactos negativos do ensino domiciliar
+ Como utilizar o teatro em estratégias pedagógicas inclusivas

Relatos de experiências 

Para exemplificar na prática, o DIVERSA selecionou alguns relatos de experiências que envolveram a comunidade do entorno da escola ou abordaram a discussão sobre território com os estudantes. Confira!

Em sala de aula, três estudantes sorridentes interagem com material pedagógico acessível “Jogo do Território”. Fim da descrição.
Foto: Paulo Fehlauer. Fonte: Instituto Rodrigo Mendes.

+ “Corrida do desafio” de educadoras proporciona alfabetização lúdica
Educadoras relatam como o material pedagógico acessível auxilia na apreensão da leitura e da escrita aos estudantes do ensino fundamental.

+ Projeto resgata memórias e valoriza filosofia africana em comunidade
Em comunidade no sertão da Bahia, estudantes realizam o primeiro registro de memórias com a ajuda dos avós e moradores mais velhos da região, preservando a identidade do local.

+ Protagonismo da mulher na história de Roraima
Em projeto marcado pela autonomia, estudantes do ensino médio contam a história de mais de 40 mulheres do estado, abordando a luta delas por direitos, o enfrentamento de preconceitos e a superação de um histórico de violência e discriminação.

+ Como trabalhei preconceitos para empoderar turma da EJA
Valorização da diversidade humana, elevação da autoestima e reflexões sobre discriminação racial marcam projeto desenvolvido em escola de Osasco (SP).

+ Projeto utiliza matemática para tornar casas acessíveis
Desenvolvida por estudantes do ensino médio, iniciativa utiliza conceitos matemáticos para proporcionar acessibilidade a casas populares.

+ Escola paulista oferece aulas de Libras para comunidade
Ensino de Língua Brasileira de Sinais para alguns estudantes de uma escola de Campinas (SP) despertou o interesse de familiares e demais moradores da região, que puderam aprender os princípios básicos da Libras.

Reconhecimento das experiências 

A pandemia ocasionada pela covid-19, somada às desigualdades sociais, vem trazendo enormes desafios para as escolas de todo o país. Para mapear, reconhecer e disseminar as experiências pedagógicas que foram e têm sido desenvolvidas pelas escolas públicas municipais e estaduais nesse momento, o Instituto Tomie Ohtake está com as inscrições abertas para a 5ª edição do Prêmio Territórios, a primeira em nível nacional.

Professora Rutemara senta com duas alunas e com a Tenente Coronel Valdeane Alves em mesa redonda em área externa da escola. Fim da descrição.
Foto: Márcio Lavor. Fonte: Nova Escola.

Até 6 de agosto, educadores podem se inscrever pelo site premioterritorios.institutotomieohtake.org.br/ e enviar os trabalhos desenvolvidos no ensino infantil, ensino fundamental, ensino médio ou educação de jovens e adultos (EJA) desde o início do ano letivo de 2020 até o momento atual.

Serão selecionadas até dez experiências, sendo que os principais critérios avaliados serão a integração entre escola, família e território, a exploração e uso de diferentes linguagens, o acolhimento (escuta, colaboração, trabalho intersetorial e rede de proteção social), acessibilidade e diversidade, avaliação e currículo, e potencial multiplicador.

Os vencedores receberão livros doados por editoras parceiras e catálogos de arte das exposições do Tomie Ohtake, apoio para a realização de um minidocumentário da instituição, uma bolsa de estudos para um curso de graduação, que poderá ser utilizada por um aluno ou professor, e o apoio financeiro de R$ 5 mil para a continuidade do projeto.

Mais informações estão disponíveis no regulamento do prêmio.

Leia mais

+ BNCC e materiais pedagógicos acessíveis para educação inclusiva
+ Educadoras realizam projeto extracurricular em comunidade indígena
+ Instituição cria modelo de educação inclusiva em comunidades periféricas do Quênia

Compartilhe este conteúdo com seus amigos.
Comente ou compartilhe nas mídias sociais: