O IRM utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos portais, de acordo com a nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

O ensino híbrido no cenário da educação especial inclusiva

Vivemos um período de muitas urgências. Na educação, tornou-se imprescindível a concretização de algo que vinha sendo adiado há muito tempo: o ensino remoto e o uso das novas tecnologias.

É premente a necessidade de as escolas, cada vez mais, lançarem mão de recursos tecnológicos. As tecnologias on-line favorecem a comunicação e a interação entre professores e estudantes, possibilitam a flexibilidade e a personalização do ensino e favorecem o aprendizado de cada aluno de acordo com seu próprio ritmo.

Dessa forma, o ensino remoto e o uso da tecnologia como ferramenta trouxeram um novo olhar também para a Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, pela possibilidade de os alunos participarem do processo de ensino-aprendizagem também fora do ambiente escolar.

Nesse período de quarentena, em que a prática de ensino à distância foi utilizada, tivemos experiências muito positivas com estudantes público-alvo da Educação Especial (pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação), com transtornos afetivos e dificuldades de aprendizagem. Os atendimentos individualizados dos professores e dos profissionais de apoio pedagógico, as aulas ao vivo e gravadas, o uso das redes sociais e outras ferramentas tecnológicas trouxeram muitos benefícios.

 

Em sala de estar, menina sorri e acena para computador sobre mesa. À frente do teclado do computador, há um caderno aberto. Fim da descrição.
Foto: Julia M Cameron. Fonte: Pexels.

Alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que não tinham participação plena em sala de aula presencialmente passaram a conversar com professores e colegas por meio do chat; alunos com transtornos afetivos realizaram todas as atividades propostas e se comunicaram com o professor; alunos com deficiência intelectual aprenderam a usar o teclado do celular para fazer as atividades, reconhecendo as letras do alfabeto e já enviando mensagens simples para seus familiares, colegas e professores.

Certamente, estamos iniciando um caminho longo, mas que já se mostrou fascinante na busca de uma prática mais assertiva e eficaz.

Agora, estamos diante de um outro desafio: como esses alunos voltarão para as aulas presenciais? O retorno não será nada fácil, pois terão que se readaptar ao convívio social e ao ambiente escolar.

O ensino híbrido surge como uma nova estratégia de ensino que pode amenizar as dificuldades desse retorno. Trata-se de uma combinação de práticas presenciais e remotas, por meio do uso de ferramentas digitais com foco na personalização das ações de ensino e de aprendizagem.

A combinação de práticas presenciais e remotas com o apoio dos profissionais da educação e o envolvimento das famílias trará novas e muitas possibilidades de atuação, incrementando a sensação de pertencer ao processo de aprendizagem no âmbito escolar, tanto para os alunos quanto seus familiares.


Carina Zanini é professora na rede pública do estado de São Paulo, tem especialização em Práticas de Ensino de Geografia e em Educação Inclusiva. Atualmente cursa Neuropsicopedagogia.

©️ Instituto Rodrigo Mendes. Licença Creative Commons BY-NC-ND 2.5 Site externo. A cópia, distribuição e transmissão dessa obra são livres, sob as seguintes condições: você deve creditar a obra ao seu autor, sendo licenciada pelo Instituto Rodrigo Mendes Site externo e DIVERSA.

Compartilhe este conteúdo com seus amigos.
Comente ou compartilhe nas mídias sociais: