Maquete que simula visão humana engaja alunos em aulas de ciências

Meu nome é Roselma Pena Vieira, sou professora do ensino fundamental na Escola Municipal Maria Dolores, localizada no município de Mesquita (RJ). A região em que a unidade se encontra, na baixada fluminense, sofre muito com a violência. Como professor, quando você se depara com uma comunidade assim, percebe que é essencial ligar o conteúdo formal do currículo com a vida, o cotidiano e as habilidades dos alunos. Por isso, eu procuro planejar minhas aulas considerando diferentes estratégias pedagógicas.

Nesse sentido, para as aulas em uma turma do 5º ano, utilizei um material pedagógico acessível chamado Maquete da visão. O recurso reproduz um globo ocular e sua conexão com o cérebro. Ele é feito com massa de modelar e um circuito eletrônico básico sobre um suporte de madeira.

Aulas mais dinâmicas e interativas

A maquete foi usada durantes as aulas de ciências sobre sistemas do corpo humano que estavam planejadas para o semestre. Na primeira vez em que falei sobre a visão, senti que a turma teve muita dificuldade em compreender a relação entre os olhos e o sistema nervoso. Imaginei, então, que um recurso diferente do tradicional poderia ajudá-los. Assista a um trecho da aula:

Se um professor fica só na teoria, os estudantes têm mais dificuldade para compreender o conteúdo. Trabalhar com materiais pedagógicos concretos é muito importante porque essa é uma estratégia relaciona o currículo com o mundo real. Além disso, eles tornam a aula mais dinâmica e os alunos se mostram mais curiosos e engajados.

O funcionamento da visão

A classe de 5º ano em que a Maquete da visão foi usada tinha 31 alunos, incluindo um com deficiência visual e outro com deficiência intelectual. Ambos participaram muito. Acredito que o aspecto tátil do material pedagógico fez toda a diferença para eles – sobretudo para Lucas*, que ficou curioso em compreender como seus próprios olhos funcionavam (ele tem baixa visão).

+ Aprenda a fazer a Maquete da visão

Foi muito interessante usar esse recurso em sala de aula. Ele tem elementos de baixa tecnologia, é multissensorial e não está fora da realidade de uma escola pública. É possível, inclusive, pedir a participação dos próprios estudantes em sua construção.

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