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Braile: acessibilidade para estudantes com deficiência visual

Conheça diversos projetos que desenvolveram acessibilidade em braile para a participação plena de estudantes no processo de ensino-aprendizagem

O Dia Nacional do Sistema Braile, comemorado anualmente em 08 de abril, foi escolhido em homenagem a José Álvares de Azevedo, primeiro professor cego do Brasil. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da acessibilidade na sociedade e na educação de pessoas com deficiência visual.

José de Azevedo teve uma importante contribuição para a melhoria no aprendizado das pessoas com deficiência visual no Brasil, ao trazer o sistema de leitura e escrita criado na França há mais de 180 anos, como explica artigo do Ministério da Educação (MEC).

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Até hoje esse sistema é o principal meio para que pessoas cegas tenham acesso a informações do dia a dia e a materiais pedagógicos para aquisição de conhecimento. Por isso, é essencial considerar a disponibilização de conteúdos em braile para garantir acessibilidade comunicacional e, consequentemente, garantir uma sociedade inclusiva de fato.

Em cima da mesa, mãos digitam em máquina braile. Fim da descrição.
Foto: Rodrigo Marcondes.

Para inspirar as boas práticas e incentivar a produção de materiais acessíveis, o DIVERSA realizou um compilado de ações e projetos escolares envolvendo o sistema braile. Todas as experiências contam com recursos de acessibilidade. Confira:

+ Projeto desmistifica o braile e elimina barreiras ao aprendizado

Com reflexão sobre pertencimento e diversidade, Escola Estadual Professora Inah de Mello, em Santo André (SP), elaborou estratégia pedagógica interdisciplinar para valorizar sistema de escrita em braile.

+ Jovens dão voz à comunidade em projeto de valorização do território

Projeto reconhecido no Prêmio Educador Nota 10 em 2019 identificou, por meio do viés afetivo, a relação de pertencimento do estudante com a comunidade e desenvolveu conhecimentos textuais argumentativos com turma do ensino médio.

+ Jovens viram professores de braile para promover inclusão escolar no RS

A partir da chegada do primeiro aluno cego do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, estudantes criaram o projeto Braile Básico. As aulas iniciais do curso visam apresentar a história do braile e sua importância para as pessoas cegas. Na sequência, o conteúdo é mais técnico com o ensino do alfabeto em braile. No fim do processo, os participantes já são capazes de escrever frases completas e realizam até uma prova final sem consulta.

+ Estudantes criam exposição acessível para valorizar a história da comunidade

Protagonismo de estudantes, diversidade e trabalho colaborativo marcaram projeto de fotografia do CEU EMEF Manoel Viera de Queiroz Filho, em São Paulo (SP). Realizada por cerca de 40 estudantes do ensino fundamental, a exposição do projeto teve como objetivo apresentar um olhar sincero sobre a sua própria realidade, valorizando as potencialidades e reconhecendo desafios da comunidade.

Imagem de fotografia de igreja local. Em cima da foto, um fone de ouvido para a audiodescrição. Abaixo da imagem, legenda em braile. Fim da descrição.

+ Material para a alfabetização de jovens e adultos estimula a participação de todas e todos

Caixa silábica, recurso pedagógico acessível desenvolvido por educadores do CIEJA Lélia Gonzalez, possibilitou acesso ao conteúdo proposto para a alfabetização de turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

+ Jogo da trilha interativo promove participação e autonomia de estudante com deficiência visual

Professores do CEU EMEF Manoel Vieira de Queiroz Filho, em São Paulo (SP), identificaram barreira pedagógica e criaram material pedagógico acessível para ensinar sustentabilidade a todos os estudantes. Eles desenvolveram uma trilha adaptável para todas as disciplinas e conteúdos, nos moldes do desenho universal para a aprendizagem (DUA).

Estudante com deficiência visual manuseia Jogo da Trilha Interativo auxiliado por professora. Fim da descrição.

+ Escola cria projeto de literatura inclusiva após chegada de aluno cego

Em colaboração com o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e parcerias externas, educadora da Escola de Educação Básica São José para obtenção de materiais acessíveis, como livros em braile, e iniciou projeto de literatura que garantiu a plena participação de todos os estudantes da turma.

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