Atendimento educacional especializado (AEE) e sala comum: trabalho colaborativo para a inclusão

Quem cria as estratégias para ensinar uma criança com autismo: o professor de sala ou o profissional do atendimento educacional especializado (AEE)? Quem adequa as atividades de um aluno com deficiência intelectual? E na hora da avaliação: quem atribui nota aos estudantes público-alvo da educação especial?

Nem um, nem outro, mas os dois. A responsabilidade pelo planejamento pedagógico nesses casos é tanto do professor de sala quanto do docente da sala de recursos multifuncionais (SRM), que podem contar com o apoio da coordenação pedagógica nesse processo.

Um grupo de seis educadoras está reunido ao redor de uma mesa. Elas escrevem em cadernos e ouvem uma das colegas de trabalho que está de pé, conduzindo a reunião.
Trabalho conjunto entre sala de aula comum e AEE ajuda a diversificar estratégias pedagógicas.
Em uma educação inclusiva, todos têm direito ao mesmo currículo. Com isso, o responsável por todos os alunos, com ou sem deficiência, é aquele que faz o planejamento de todo o grupo, ou seja, o professor da sala comum. Mas essa tarefa pode – e deve – ser compartilhada. Como a perspectiva inclusiva também prevê a criação de estratégias baseadas nas características e necessidades de cada um, os profissionais do atendimento educacional especializado têm muito com o que contribuir.

 

Exemplos de colaboração entre AEE e sala comum

Quando o docente da sala de recursos participa do planejamento, ele pode propor atividades ao professor da sala comum, considerando os interesses e as necessidades de cada estudante com deficiência, pode identificar possíveis barreiras à aprendizagem desses alunos e pode apontar estratégias para que eles tenham as mesmas oportunidades que toda a turma. Por isso, a colaboração entre o AEE e sala de aula regular é essencial para incluir com qualidade.

Para mostrar essa ideia na prática, o DIVERSA selecionou uma série de histórias de educadores que apostaram nesse trabalho coletivo. Confira:

Educação física e AEE se unem para incluir aluno com autismo em circuito motor
Em Curitiba (PR), professoras ajudam garoto com autismo a vencer barreira do isolamento ao criar atividades motoras e corridas de revezamento para turma do 4º ano.

Com apoio do AEE, professoras flexibilizam atividades para estudante autista
Docentes da sala comum e da sala de recursos multifuncionais se unem para desenvolver estratégias a partir de interesses de adolescente com autismo.

Formação de professores do AEE estimula soluções criativas para a inclusão
Município mato-grossense cria formação com espaços de compartilhamento de experiências para profissionais do atendimento educacional especializado da rede.

Construção coletiva de plano de trabalho de AEE na educação infantil
Equipe gestora e professoras da sala de recursos multifuncionais e da sala regular se unem para reformular objetivos de plano de trabalho de garoto com autismo.

O caso da escola Donícia Maria da Costa
Docentes do AEE de unidade de ensino fundamental de Florianópolis (SC) apostam na construção de relações afetivas com colegas da sala de aula comum.

Ressignificar saberes para valorizar eficiências no processo de alfabetização
Educadoras passam a contextualizar processo de alfabetização de acordo com gostos pessoais de estudante com autismo e obtêm avanços.

 

Dúvidas sobre AEE

No fórum da Comunidade DIVERSA, familiares e educadores trocam experiências sobre as situações reais de inclusão que vivenciam em seu dia a dia. Confira as principais discussões de nossos usuários sobre atendimento educacional especializado:

+ Quem adapta uma avaliação é o professor da sala ou do AEE?
+ Como orientar professores que pensam que alunos com deficiência são do apoio e do AEE?
+ Estudante sem laudo pode receber atendimento educacional especializado (AEE)?

 

Mais referências

Quer se informar ainda mais? Confira todas os conteúdos do DIVERSA sobre atendimento educacional especializado.

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