4 práticas pedagógicas inclusivas para inspirar o ensino de matemática
Conheça estratégias que mostram como ensinar matemática em turmas diversas, com propostas que ampliam a participação e as oportunidades de aprendizagem de todos os estudantes

O Dia Nacional da Matemática, celebrado em 6 de maio, é uma oportunidade para refletir sobre como garantir o direito à aprendizagem em uma perspectiva da educação inclusiva. Nesse contexto, pensar em práticas inclusivas no ensino de matemática desde o planejamento é fundamental para assegurar que todos os estudantes tenham acesso aos conteúdos e participem das atividades propostas.
O que você encontrará neste conteúdo:
• Práticas inclusivas no ensino de matemática
• A importância do ensino desse componente para os estudantes
• Orientações da BNCC sobre o ensino de matemática na Educação Básica
Em salas de aula marcadas pela diversidade, esse desafio se torna ainda mais evidente, especialmente em uma área que, muitas vezes, é percebida como abstrata ou distante do cotidiano.
Ao propor práticas mais flexíveis e abertas a diferentes percursos de aprendizagem, o professor amplia as possibilidades de engajamento dos estudantes e favorece a compreensão dos conteúdos, tornando a matemática mais acessível e significativa para todos.
Como promover a aprendizagem de matemática de forma inclusiva?
A matemática está presente em diversas situações do cotidiano e contribui para o desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico e da participação social. Garantir que todos os estudantes aprendam matemática (assim como os demais componentes curriculares) é, portanto, uma questão de direito.
Isso implica organizar situações de aprendizagem diversificadas, oferecer diferentes formas de acesso aos conteúdos e considerar que os estudantes não aprendem da mesma maneira nem no mesmo ritmo.
Quando o ensino se apoia em uma única forma de explicação ou de participação, parte da turma pode ter dificuldades para acompanhar. Ao ampliar estratégias e possibilidades de interação, o professor cria mais oportunidades para que os estudantes se envolvam e avancem em suas aprendizagens em matemática.
O que a BNCC orienta sobre o ensino de matemática?
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) indica que a matemática, ao longo da Educação Básica, deve contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de resolver problemas, de argumentar e de tomar decisões fundamentadas.
No Ensino Fundamental, o trabalho envolve a construção de conceitos e o uso de estratégias para lidar com situações do dia a dia. Já no Ensino Médio, a área de Matemática e suas Tecnologias amplia esse repertório, com foco na análise de dados, no pensamento crítico e na aplicação do conhecimento em diferentes contextos.
Em todas as etapas, o documento orienta a proposição de situações que mobilizem os estudantes e articulem o conhecimento matemático a diferentes contextos.
Como a BNCC aborda a educação inclusiva e a diversidade?
A BNCC também afirma que a educação deve ser orientada pelos princípios da equidade, da inclusão e do respeito à diversidade. Isso significa reconhecer que os estudantes são diferentes entre si e que essas diferenças fazem parte do processo educativo.
Na prática, isso envolve criar condições para que todos participem das atividades e tenham acesso às aprendizagens propostas, com estratégias que considerem diferentes necessidades e formas de aprender, princípio fundamental da educação inclusiva.
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Para apoiar educadores e gestores na criação de práticas inclusivas no ensino de matemática, reunimos quatro propostas inspiradoras que mostram como isso é possível no cotidiano escolar. Confira!
Práticas inclusivas no ensino de matemática para inspirar o trabalho em sala de aula
Robô auxilia aprendizado de matemática
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Material une tecnologia e colaboração no ensino de matemática
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Professoras da Bahia ensinam matemática com álbum de figurinhas
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Como usar jogos matemáticos a favor da aprendizagem e da inclusão
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Dica!
Se este conteúdo fez sentido para a sua prática, vale salvá-lo para consultar no planejamento de aulas ou compartilhar com outros educadores. As propostas podem ser revisitadas e flexibilizadas conforme as necessidades da sua turma.
No Guarujá (SP), estudantes de uma turma heterogênea do 2º ano do Ensino Fundamental se envolvem na resolução de desafios com robótica, explorando conceitos como medidas, noções espaciais e resolução de problemas por meio da experimentação, do trabalho em grupo e do uso de tecnologia. Ao programar e ajustar os percursos do robô, a turma testa hipóteses, revisa estratégias e constrói soluções coletivamente, aprofundando a aprendizagem de matemática.
Em uma escola pública de Quixeramobim (CE), estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental utilizam o Tok Math, um material que reúne caixa interativa, recursos eletrônicos e apoios visuais e táteis, para explorar operações matemáticas de forma colaborativa. Ao manipular os materiais, acompanhar as etapas das atividades e registrar os resultados, os estudantes organizam o raciocínio, compreendem melhor os procedimentos das operações e participam das propostas com mais autonomia.
Professoras do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Campo Formoso (BA), participantes do projeto “Alavancas para a Educação Inclusiva de Qualidade”, do Instituto Rodrigo Mendes (IRM), desenvolvem atividades de matemática a partir de um álbum de figurinhas para trabalhar o sistema monetário brasileiro em situações de compra e venda. Ao vivenciar situações com uso de moeda nacional e ao organizar, contar e registrar as figurinhas, os estudantes exploram conceitos como contagem, comparação e operações, além de negociar trocas e construir estratégias, ampliando a participação nas atividades e na aprendizagem dos conteúdos.
O uso de jogos nas aulas de matemática é explorado como estratégia para trabalhar conceitos como operações, contagem e raciocínio lógico em turmas do Ensino Fundamental. A proposta mostra como selecionar, flexibilizar e conduzir jogos de forma intencional, organizando regras, mediando as interações e incentivando a elaboração de estratégias que envolva a todos. Ao jogar, os estudantes testam hipóteses, comparam resultados e constroem diferentes caminhos para resolver os desafios, participando ativamente das atividades.