Especialista do UNICEF e estudante debatem impactos do ensino remoto

Os participantes da transmissão discutiram as consequências positivas e negativas da suspensão das aulas presenciais na vida de estudantes e suas famílias

Evasão escolar, acolhimento das famílias e autonomia dos estudantes no processo de ensino: esses foram os principais temas levantados no debate promovido pelo webinário “Consequências da pandemia na vida de estudantes e suas famílias”, promovido pelo Instituto Rodrigo Mendes (IRM) e pelo DIVERSA.

Participaram da transmissão Ítalo Dutra, Chefe de educação do UNICEF Brasil, e Rosa Magalhães Ribeiro, estudante do ensino fundamental na EMEF Desembargador Amorim Lima, pertencente à rede de ensino municipal de São Paulo. Rodrigo Hübner Mendes, superintendente do IRM, ficou responsável pela mediação, já a interpretação em Libras ficou a cargo de Vânia Santiago e Carol Fomin.

O webinário marcou o fim do segundo ciclo da série de Educação inclusiva durante a pandemia. Todos os vídeos podem ser assistidos pelo canal do Youtube do Instituto Rodrigo Mendes e contam com recursos de acessibilidade, como Libras, legendas em tempo real e audiodescrição.

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Fundo gradiente do laranja ao vermelho. Textos: “webinário 04/11, 16h (Brasília)”, “Consequências da pandemia na vida de estudantes e suas famílias”. Em três círculos, fotos dos participantes: Rosa Magalhães, Estudante de Ensino Fundamental; Ítalo Dutra, UNICEF; e Rodrigo Mendes, IRM. Link: “Youtube.com/InstRodrigoMendes”, símbolos de Libras e audiodescrição e texto “Legendas em tempo real”. Logotipos do IRM e do DIVERSA. Fim da descrição.

Principais destaques

Rosa Magalhães deu início ao debate falando sobre sua rotina antes e durante a pandemia, como estudante da EMEF Desembargador Amorim Lima, da rede municipal de São Paulo. Ela destacou a participação da família como um apoio na realização das tarefas escolares. Além disso, a adolescente também relatou dificuldade em conciliar as atividades da escola com outros interesses neste período.

A estudante afirmou que se considera privilegiada, pois seu colégio lhe possibilita ser protagonista do seu processo de ensino: os estudantes recebem o material didático e as orientações dos professores, mas têm livre escolha para decidir em que momento e como vão realizar as atividades. Segundo Rosa, a autonomia na aprendizagem possibilita que sua experiência durante o ensino remoto seja mais positiva.

Por sua vez, o representante do UNICEF, Ítalo Dutra, argumentou que os estudantes precisam começar a desenvolver autonomia na escola, mas é preciso ficar atento à evasão escolar. Ele explica que é importante acompanhar estudantes que não estejam recebendo as atividades remotas e garantir o vínculo deles, construindo novas alternativas de aprendizagem.

Ele também destacou a importância de iniciativas de acolhimento a famílias e estudantes. Nesse sentido, o UNICEF tem realizado ações para minimizar os impactos gerados pela pandemia às crianças e adolescentes com o intuito de proporcionar a continuidade do processo de ensino-aprendizagem no período remoto.

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