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Inspire-se com projetos inclusivos para trabalhar poesia em aula

Para comemorar o Dia Mundial da Poesia, em 21 de março, conheça experiências inclusivas com atividades sobre o gênero literário

Por Juliana Delgado

“A rima e a poesia são encantadoras e despertam interesse nas crianças”, disse o educador Samuel Barboza em 2019, em entrevista ao DIVERSA.

Na época, Samuel, como diretor de uma escola municipal de Poá (SP), percebeu o interesse dos estudantes pela poesia de cordel e estruturou um projeto escolar de valorização da cultura nordestina que se utilizasse da tradição literária.

A poesia é parte da história cultural brasileira e, muitas vezes, é uma forma de comunicação que representa o cotidiano e a realidade de determinado grupo social, como a literatura de cordel, que é marca da cultura sertaneja.

Em palco, estudantes com roupas típicas realizam apresentação artística em Seminário sobre Literatura de Cordel. Fim da descrição.
Foto: Samuel Barboza.

O Brasil possui uma vasta gama de poetas reconhecidos e valorizados, como Castro Alves. O autor é um dos maiores poetas românticos brasileiros, e inspirou a criação do Dia Nacional da Poesia, que inicialmente era comemorado em 14 de março, dia de seu nascimento. Desde 2015, a data foi alterada para 31 de outubro, aniversário de Carlos Drummond de Andrade.

Já o Dia Mundial da Poesia, em 21 de março, foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) com intuito de promover a leitura, a escrita, a publicação e o ensino da poesia ao redor do mundo. Comemorada desde 1999, a Unesco afirma que a data é uma oportunidade para celebrar a riqueza do patrimônio cultural e linguístico mundial.

“É também uma ocasião para chamar atenção para as formas tradicionais de poesia que correm o risco de desaparecer, como é o caso de muitas línguas minoritárias e pouco usadas.”, diz Audrey Azoulay, diretora-geral da Organização.

Leia mais
+ “A rima e a poesia de cordel são encantadoras”

Muito além do conhecimento educacional adquirido por meio de aulas sobre esse gênero textual, as atividades relacionadas a poesia apoiam o desenvolvimento do pensamento criativo dos estudantes, pode incitar o trabalho colaborativo e o protagonismo, como Samuel pontuou.

Pensando nisso, é imprescindível colocar em prática estratégias que permitam que todas e todos tenham plena participação no processo de ensino-aprendizagem.

Confira relatos de experiência de educadores que trabalharam a poesia com seus estudantes e inspire-se para planejar aulas de acordo com a realidade de suas turmas:

+ Eu posso ser poeta: projeto valoriza identidade e cultura afro-brasileira

Parcerias com estudantes, familiares e espaços culturais do entorno escolar permitiram a realização do projeto “Eu posso ser poeta!”, projeto de língua portuguesa desenvolvido a partir da realidade dos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Anna Silveira Pedreira, situada no Jardim São Luiz, em São Paulo (SP). Por meio da leitura e da produção de poesias, os alunos reconheceram sua história e assumiram seu pertencimento étnico-racial.

Em auditório, estudantes vestindo camisetas pretas se reúnem para realização de sarau. Ao fundo há obras artísticas em conjunto com a palavra "Afro". Fim da descrição.
Foto: Lidiane Pereira.

+ Educadores usam poesia para falar sobre diversidade e preconceito no ensino médio

Participante da formação Ensino Médio Inclusivo, realizada pelo Instituto Rodrigo Mendes, a Escola Estadual Professora Eunice Marques de Moura Bastos, em São Paulo (SP), realizou um projeto de reflexão sobre preconceitos. Levando em consideração a diversidade de seus estudantes, o trabalho foi idealizado para que pudessem se expressar. Por ser um tema ligado ao currículo do ensino médio e uma arte que permite o uso de diversas linguagens, a poesia foi o caminho escolhido.

Estudantes conversam em sala de aula. Eles estão de pé, em um círculo. Fim da descrição.
Foto: Gilmário Santos.

+ Poemas viram animação digital em aulas de literatura na EJA

Na Escola Estadual Roldão Lopes de Barros, em São Paulo (SP), educadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e da sala comum desenvolveram em conjunto um projeto de animação digital. Em uma classe de Educação de Jovens e Adultos (EJA), os estudantes criaram seus próprios desenhos animados baseados em poemas.

Folhas jogadas sobre uma mesa com desenhos que mostram cenas de um casamento. Fim da descrição.
Foto: Margareth de Melo Alves.
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