Profissionais de educação física buscam formação para desenvolver aulas inclusivas

Por Aldrin Jonathan

Educadores elaboram estratégias pedagógicas de eliminação de barreiras após aprendizado em cursos de formação continuada

Educadores e gestores escolares têm buscado formação continuada em educação inclusiva para desenvolver uma educação de qualidade para todas e todos, por meio, por exemplo, do planejamento de aulas acessíveis.

É o caso de Carlos Magno Rodrigues, professor de educação física que desenvolveu estratégias pedagógicas para a eliminação de barreiras em escolas do sertão paraibano, após realizar inúmeras formações em educação inclusiva e concluir alguns cursos, como o Portas abertas para inclusão.

Em quadra escolar, estudantes se dividem entre grupos de colete azul e colete laranja. Os grupos estão de mãos dadas e em fileiras Todos olham atentos em direção a uma bola de futebol dominada por um dos alunos e próxima a um dos gols. Fim da descrição.
Foto: Pat Albuquerque

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Práticas inclusivas no sertão Paraibano

Nas atividades que desenvolveu na EEEFM João Silveira Guimarães e na EMEIEF Dr. Jarques Lucio da Silva, localizadas na cidade de São Bento (PB), Carlos colocou em prática conceitos adquiridos na formação, como trabalho colaborativo, eliminação de barreiras e potencialização das singularidades dos estudantes.

Com alguns esportes adaptados, como basquete sentado e futebol com vendas, o docente conseguiu um “aprendizado fantástico” para todos, garantindo que ninguém ficasse para trás.

De acordo com o professor, que também é atleta paralímpico campeão cearense de parabadminton, a formação continuada é essencial para os educadores e proporciona uma ampliação de processos e metodologias para trabalhar de forma inclusiva:

Eu vi novos horizontes para a minha prática em educação física, atividades que eu posso colocar aos meus alunos. Sou muito grato às formações e indico sempre que posso aos colegas e professores.

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Em sua unidade, as estratégias pedagógicas têm sido facilitadas pelo trabalho colaborativo entre os professores e a equipe de apoio pedagógico, que estão sempre buscando informações e formas de oferecer um ambiente inclusivo a todas e todos.

Valorização da diversidade e miniatletismo no Ceará

Além de Carlos, o professor de educação física Antônio Alberto Peixoto Mota também tem demonstrado interesse em formações em educação inclusiva para eliminar barreiras aos estudantes com deficiência.

Em quadra escolar, quatro estudantes estão perfilados e olham para frente. Três deles seguram bolas de diferentes esportes em suas mãos. Em primeiro plano, aluno está sentado em cadeira de rodas. Fim da descrição.
Foto: Pat Albuquerque.

Ele passou a desenvolver uma prática pedagógica acessível a todos os alunos na escola EEIEF Nair Magalhães Guerra, localizada na cidade de Caucaia, no estado do Ceará, onde ministra aulas.

Após conscientização sobre a importância da valorização da diversidade, foi criada uma escolinha de miniatletismo nas aulas de educação física, com a finalidade de incluir todos os estudantes da escola. Nessas aulas, acontece um importante processo de parceria entre os alunos: trabalhando em duplas, um auxilia o outro.

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Para as atividades, o educador utiliza venda nos olhos e caneleiras para possibilitar a participação de todas e todos. Além das aulas, Antônio também coloca em prática os conhecimentos adquiridos em projeto da Federação dos Mesatenistas do Ceará que envolve escolas, a Secretaria Municipal de Educação e a comunidade escolar.

Em quadra escolar, três estudantes correm de mãos dadas. Um deles usa vendas nos olhos e dois sorriem. Fim da descrição.
Foto: Pat Albuquerque

As atividades exercitam a prática do tênis de mesa com estudantes de oito escolas da região e fazem parte do grupo de trabalho do selo Unicef, um reconhecimento do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) oferecido aos municípios de estados do Semiárido e da Amazônia Legal Brasileira. O objetivo é estimular e reconhecer avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos direitos de crianças e adolescentes dessas regiões.

Diante das ações, Antônio entende que a formação continuada é um importante facilitar para os educadores na elaboração de práticas inclusivas e inovadoras, mas defende que os gestores escolares também devem se capacitar:

É preciso que as formações também sejam direcionadas aos gestores, para promoverem práticas inclusivas e trabalharem em conjunto com os educadores.

Em sua unidade, os gestores estão tentando fazer horários de planejamentos conjuntos para que os projetos sejam trabalhados de forma comum em todas as disciplinas, facilitando a aprendizagem dos alunos.


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