“Inclusão alcança 80% de estudantes com deficiência”, afirma Rodrigo Mendes em debate. Assista!

Nos últimos 10 anos, avanços significativos marcaram a agenda política da educação inclusiva no Brasil. A presença do tema no Plano nacional de educação (PNE) aprovado em 2014 e a criação da Lei brasileira de inclusão (LBI) implantada em 2016 são exemplos positivos. O alargamento de direitos, metas e garantias para inclusão de pessoas com deficiência nas escolas comuns faz com que, hoje, 80% desses alunos frequentem instituições de ensino inclusivas, como pontua Rodrigo Hübner Mendes em debate.

A conversa virtual foi promovida pelo Instituto Rodrigo Mendes (IRM) como parte das ações do Dia nacional de luta da pessoa com deficiência (21 de setembro). O principal tema abordado foi a garantia de direitos e inclusão de pessoas com deficiência na escola comum. Na conversa, o fundador e superintendente do IRM fala sobre a inclusão nas escolas brasileiras junto a Aline Santos, coordenadora do projeto DIVERSA.

Este vídeo conta com legendas em português (ativadas pelo player)

O material registra abordagens de diferentes subtemas, como: princípios da educação inclusiva, cobranças que podem ser feitas pelas famílias, questões de suporte pedagógico, atendimento educacional especializado (AEE), o papel do profissional de apoio e formas de engajar toda a equipe e a comunidade escolar para a inclusão. Confira a íntegra do conteúdo abaixo:

Marcos e garantias da inclusão

Sobre os avanços da educação inclusiva na última década, Mendes menciona duas vitórias. “Primeiro, um crescimento expressivo de quase 70% do total de matrículas de crianças e adolescentes com deficiência na educação básica. A segunda vitória é que 80% desses alunos já estão em um ambiente inclusivo. Ou seja, deixaram de frequentar as escolas especiais ou as salas especiais que eram uma predominância”, completa.

Em uma foto-montagem de fundo colorido, Rodrigo Hübner Mendes, fundador e superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, sorri ao lado de Aline Santos, coordenadora do Projeto DIVERSA, que também tem o semblante sorridente. Uma inscrição em branco dentro de um quadro de texto com fundo verde claro está colocada entre os dois debatedores e anuncia “Bate-papo virtual”.
Rodrigo Hübner Mendes e Aline Santos em chamada para o bate-papo virtual do Instituto Rodrigo Mendes no Dia nacional de luta da pessoa com deficiência (21 de setembro).

Para Rodrigo, esses avanços foram conquistados a partir de marcos importantes, como a Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência da Organização das Nações Unidades (ONU), de 2006. “Construímos nesse período leis muito avançadas e coerentes com uma visão atual inspirada na Convenção. O Plano nacional de educação de 2014, na sua meta 4, trata da educação inclusiva. O plano prevê que devemos avançar nas estatísticas relacionadas a esse direito, tanto na presença da pessoa com deficiência na sala de aula como também na oferta dos serviços, como o atendimento educacional especializado (AEE). A Lei brasileira de inclusão, que foi aprovada em 2015, traz uma série de normas que devem ser cumpridas por todas as escolas brasileiras. É uma medida da qual podemos nos orgulhar, porque se destaca internacionalmente como sendo muito avançada”, avalia.

A LBI estabelece que a escola não pode negar nem cobrar taxas adicionais para a matrícula de estudantes com deficiência. “Essas medidas são consideradas ilegais e podem gerar uma penalização legal do gestor”, afirma. Os tópicos abordados no bate-papo partiram das perguntas encaminhadas por membros da Comunidade DIVERSA e por internautas que assistiam à transmissão ao vivo pelas redes sociais.

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