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Eliane Aparecida Roberto de Deus

Fazia pouco tempo que eu estava como professora no Ensino Fundamental ll, pois sempre trabalhei com os pequenos e ainda não tinha contato com aluno com deficiência na prática. Quando fiquei sabendo que a maioria dos alunos do Centro Municipal de Atendimento Especializado "Rosana de Lima" (CEMAE) seriam incluídos em nossa escola fiquei apreensiva, pois sabia que não estava preparada, apesar de já ter feito alguns cursos sobre o assunto. Então quando entrei na sala do 6° ano e vi aquela pequena adolescente sorrindo pra mim senti meu coração apertar. Percebi que ela me acompanhava com o olhar, e logo recebi a informação pelos outros alunos de que ela não ouvia e apenas se comunicava através da linguagem de sinais. Confesso que fiquei apavorada pois eu queria muito ajudá-la porém, ela não sabia nem fazer a leitura labial o que dificultou ainda mais. Então procurei ajuda da coordenação e direção da minha escola e também do restante do corpo docente, precisávamos nos unir para garantir o direito de M aprender. Infelizmente foi assim que percebi o quanto minha escola não estava preparada para trabalhar a inclusão. Poucos se interessaram pela minha angústia e pior, menos ainda eu conseguia fazer para ajudar aquela aluna. Apenas uma professora substituta sabia a linguagem de sinais então, se prontificou em ajudar-me,  porém não conseguimos uma ajuda de custo para ela auxiliar a aluna em tempo integral e o pior aconteceu aquela aluna acabou abandonando a escola. Me sinto péssima até hoje e sei que muita coisa tem que mudar na minha escola e principalmente na rede estadual para garantir o direito desses alunos com deficiência que são "inclusos" na rede e esquecidos pela mesma. Quanto a mim, estou fazendo minha parte, estou procurando me informar o máximo possível sobre as várias deficiências para não estar tão despreparada na próxima vez que me deparar com um aluno com deficiência.

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