Eliane Alves da Costa

Estudo de caso

O trabalho consiste na apresentação do caso de uma criança com diagnóstico de deficiência congênita da glicosilação (CDG tipo I), associado à atrofia cerebelar. O caso foi escolhido, pela proximidade, afetividade, e trabalho observatório realizado duas vezes na semana, em salas de recursos, no contra turno do Centro de Apoio à Inclusão Escolar, ambiente esse facilitador e estimulador para o acompanhamento do caso relatado.

 

Características da criança matriculada na escola regular

A presente experiência trata de uma criança do sexo masculino, nascida em 24 de novembro de 2000, atualmente com (10 anos e dez meses), o mesmo está sendo atendido na sala de recursos do CAIE- Centro de Apoio à Inclusão Escolar, no contra turno da escola regular, sendo identificado pelo nome de G,A, atualmente frequentando a escola comum no segundo turno.

 

Que atividades estão sendo desenvolvidas para a inclusão da criança na escola regular, orientada pelo CAIE-Centro de Apoio à Inclusão Escolar?

Em todo o processo de desenvolvimento foram trabalhadas atividades alternativas com recursos diversos e diversificados que irão auxiliar em sua aprendizagem, como: alfabeto móvel, jogo da memória, as múltiplas inteligências, material dourado, quebra-cabeça, bandinha, engrossador de lápis, carteira adaptada com apoio, assim como atividades de psicomotricidade que irão facilitar o processo de inclusão da criança na escola comum.

 

Dificuldades encontradas durante o processo de inclusão?

Segundo a anamnese entrevista realizada com a mãe, G.A não consegue andar sozinho, necessitando de auxílio para se locomover em sala de aula. Orientamos que realizasse frequentemente atividades de psicomotricidade e mobilidade na barra, facilitando sua locomoção na Unidade de Ensino. Sua autonomia deveria ser trabalhada em todo o seu desenvolvimento durante o processo de aprendizagem.

 

Que ações foram realizadas para lidar com a situação?

A parceria escola, equipe multidisciplinar direção e principalmente a família, foi fundamental para o sucesso e inclusão da criança na classe comum. Após avaliações da equipe técnica (Psicopedagogo, Psicólogo, Fonoaudiólogo e Neurologista), realizamos orientações ao professor da escola, assim como aos familiares, com o objetivo de atingir as metas apresentadas pela escola e adequações curriculares próprias para cada bimestre. 

 

Houve Participação do Atendimento Educacional Especializado?

No atendimento educacional especializado, G.A conseguiu desenvolver estratégias para se locomover no espaço, tem opinião própria. Suas atividades são diferenciadas, apresentadas de forma lúdica, respeitando sua identidade e suas limitações. Pois cada criança é única e individual.

 

ELIANE ALVES DA COSTA, PROFESSORA DE AEE

Participante do Prêmio Educador Nota 10 da Fundação Victor Civita.

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