Edilmara de Souza Massoni

No ano de 2009 em meados de março, recebemos um novo aluno e para a escola foi realmente algo “novo”, pois até aquele momento não havíamos recebido alunos com aquela diferença “a surdez” e não sabíamos como conduzi-lo dentro da escola. Como gestora, solicitei para professora que iria trabalhar com ele que viesse até a minha sala e comuniquei-a que naquele dia estava recebendo um aluno com deficiência. Durante algum tempo a professora tentou trabalhar com este aluno em sala de aula, mesmo sem conhecimentos pedagógicos de como trabalhar com a deficiência. Em classe este aluno mostrava-se inquieto, impaciente, costumava bater nos colegas por não conseguir comunicar-se e mesmo estando rodeado por muitas pessoas mostrava-se triste e solitário, pois não conseguia interagir. Observamos também que a família não estabelecia diálogo com a criança e que até aquele momento não valorizava a importância das LIBRAS para o seu desenvolvimento da linguagem e da aprendizagem. “Após observações do dia-a-dia escolar encaminhamos o aluno para o CENTRO MUNICIPAL DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO, para que fosse avaliado e pudesse retornar a escola sob a orientação de uma professora especializada, este trabalho facilitou a inclusão do aluno. Atualmente ele está sendo alfabetizado, já se comunica com os colegas e contagiou a escola, pois todos os dias durante a oração de entrada os alunos tentam, como ele e sua professora orar em LIBRAS.

“A grande ciência da vida é aprender a recomeçar. Recomeçar com confiança e entusiasmo.” (Dorina Gouveia Nowill)

Apiaí, 08 de Novembro de 2011.

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