Cassia Christina Baptista

O projeto – Somos todos vencedores: jogos adaptados na escola – foi desenvolvido no CEU Formosa, localizado na Zona Leste da cidade de São Paulo. Tal projeto foi elaborado devido a nossa participação no curso Portas Abertas para Inclusão. O tema para nosso trabalho veio através de nossa inquietação de que há, no espaço escolar, preconceitos em relação aos alunos com deficiência. Assim, partimos do pressuposto de que se colocássemos em prática uma proposta de esclarecimento sobre o tema, sendo este gerador de discussões e vivências significativas aos alunos em relação às limitações e possibilidades dos alunos com deficiência na área da Educação Física, haveria uma melhora na convivência entre os mesmos. 

Para cumprir com tal objetivo, utilizamos os jogos adaptados, que proporcionam aos educandos momentos de aprendizagens e consciência, nos quais se aprende de que maneira um aluno com deficiência pode participar das mesmas atividades, fazendo com que os participantes se coloquem no lugar dos mesmos.

Por se tratar de um Centro Educacional Unificado, contar com três unidades educacionais (CEI, EMEI e EMEF) e a gestão do CEU que cuida do atendimento da comunidade do entorno, alguns trabalhos já eram feitos em relação às pessoas com deficiências, como o projeto Fazendo a Diferença, com atividades esportivas, recreação e lazer para pessoas com deficiência da comunidade, o atendimento para os alunos da EMEF na Sala de Apoio à Inclusão no contraturno escolar e as adaptações curriculares necessárias em relação às disciplinas escolares.

Todos os participantes do grupo concordam que um grande desafio para por o projeto em prática foi estabelecer parcerias com os pais, professores, alunos e funcionários que estejam dispostos a transpor as barreiras encontradas na sociedade e ter um novo olhar para a inclusão, acreditando nas possibilidades de desenvolvimento do ser humano apesar das limitações.

Passando para a fase de implantação, utilizamos vídeos de paraolimpíadas e jogos adaptados como apresentação dos esportes aos alunos, rodas de conversa para avaliação de conhecimentos prévios e provocações acerca do tema, momentos práticos, nos quais os alunos vivenciaram jogos adaptados como o vôlei, construir ou reconstruir coletivamente com os alunos, jogos que atendam os princípios/características dos esportes adaptados e, por fim, a vivência de um jogo criado por eles.

Ao final desse processo, constatamos os benefícios adquiridos como: alunos percebendo o outro de acordo com suas limitações, conhecimento para os alunos sobre as deficiências, aproximação dos professores de Educação Física da gestão do CEU e da gestão escolar, materiais novos adquiridos como bola de vôlei e futsal com guizo, reorganização do atendimento das pessoas com deficiência, mais credibilidade do trabalho junto a Diretoria Regional de Ensino, possibilidades de ações coletivas com os jogos adaptados, entre outros. Salientamos ainda neste relato como o curso contribuiu positivamente para nossa formação enquanto educadores.

Assim, concluímos que desenvolver o diagnóstico e olhar para a realidade da escola é saber que existem muitas diferenças e o trabalho para as mudanças tem que ser contínuo para poder vencer as resistências.

 

Componentes: Bruno Ugolini, Cassia Christina Baptista, Denise Ribeiro, Fernanda Furino e Eduardo Gonzaga.

Participante do projeto Portas Abertas para Inclusão – 2013

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