Quem adapta uma avaliação é o professor da sala ou do AEE?

Na escola em que funciona uma sala de recursos multifuncionais, a adaptação de uma avaliação é atribuída ao profissional do atendimento educacional especializado (AEE) ou ao professor da sala?

Avaliação

5 respostas

Por TEREZA CRISTINA DE ALMIEDA em 27/06/2017

Acho que deverá ser um trabalho em parceria.

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Por Maria Ligia de Castro e Carrijo Monteiro em 29/08/2017

Parceria! O professor da classe elabora a avaliação em parceria com o atendimento dado pelo professor do AEE: o professor do aluno é o da classe.

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Por Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol em 12/07/2017

Salienta-se que o professor da sala de recursos multifuncionais deverá participar das reuniões pedagógicas, do planejamento, dos conselhos de classe, da elaboração do projeto político-pedagógico, desenvolvendo ação conjunta com os professores das classes comuns e demais profissionais da escola para a promoção da inclusão escolar. Sobre a questão dos recursos humanos, Barreto e Goulart (2008) nos lembram que eles são elementos essenciais à prática da educação inclusiva e salientam que a necessidade de recursos humanos devidamente capacitados para atuarem em classes inclusivas implica não só o conhecimento a respeito das especificidades da deficiência com a qual se vai trabalhar, mas também uma reflexão crítica acerca do sentido da educação e de suas finalidades. Professores do ensino regular e da educação especial deveriam relacionar-se como aliados em busca dos mesmos objetivos e não como “detentores” de um saber direcionado unicamente à sua área de atuação (SERRA, 2006). Infelizmente, essa não é a realidade de muitas escolas, alguns professores do ensino regular, por falta de conhecimento ou “comodismo”, depositam toda a responsabilidade nos serviços de apoio, como se esses fossem os únicos responsáveis pela aprendizagem e inclusão de alunos com necessidades educativas especiais e/ou dificuldades escolares. Construir e cultivar políticas de inclusão pressupõe planejar novas formas de atuação, com intencionalidade e ousadia, a fim de que os aspectos criativos do trabalho docente possibilitem novas formas de intervenção que garantam a participação de todos em diferentes campos de atuação e em diferentes espaços.

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Por Raquel Paganelli Antun em 26/07/2017

Conforme já respondido pela Tereza, o ideal é que se faça isso de modo colaborativo. Em parceria. E isso não diz respeito somente à avaliação. O fazer pedagógico, de modo geral, não precisa – nem deve – ser solitário. Nesta resposta a outra pergunta do fórum, Liliane Garcez, especialista em educação inclusiva, enfatiza a importância de coletivizá-lo “no sentido de aproximar o discurso de que cada aluno é da escola e não só do professor às ações cotidianamente desenvolvidas, buscando meios de modos de trabalho colaborativo entre nós e dentro de nossas salas de aula”.

Aliás, o estabelecimento de uma relação efetiva de parceria entre o professor de sala de aula e o professor do AEE é condição para que este serviço cumpra sua função. Do contrário, ele perde o sentido. Neste artigo lemos que “o atendimento educacional especializado não é um serviço formatado e idealizado, pronto a ser aplicado, mas implica em uma concepção com base no processo de participação e colaboração recíproca entre todos os envolvidos”. Dizer que a educação especial é transversal significa assumir a necessidade da construção de uma “cultura educacional inclusiva, na qual todos os sujeitos possam participar proativamente do processo educativo para que este avance”.

Lembrando que o objetivo central ao se adaptar uma avaliação ou qualquer outra estratégia pedagógica deve sempre ser a equiparação de oportunidades. E para isso, é fundamental avaliar cada situação especificamente. Sugerimos que leia a resposta a esta outra pergunta do fórum.

Conte-nos mais sobre isso. E continue participando da comunidade. 🙂

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Por Kelem em 07/11/2017

O professor elabora de acordo com seus objetivos estabelecidos no planejamento, que deve ser elaborado em parceria com o AEE, e cabe ao professor especializado fazer a adaptação, por exemplo, transcrever para o braille.

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