O que vocês acham da Resolução SE 68 sobre o AEE em São Paulo?

No dia 12/12/2017, foi publicada a Resolução SE 68, que dispõe sobre o atendimento educacional especializado (AEE) aos alunos público-alvo da educação especial na rede estadual de ensino do estado de São Paulo, deixando a nomenclatura APE (Atendimento Pedagógico Especializado) e passando a vigorar o AEE, conforme:

Artigo 4º – O Atendimento Educacional Especializado – AEE constitui conjuntos de atividades, de recursos de acessibilidade e de estratégias pedagógicas eliminadoras de barreiras que possam impedir o desenvolvimento da aprendizagem e a plena participação da pessoa com deficiência em sua inserção social, conforme descritas no artigo 2º da Lei federal 13.146/2015.

Leia o documento na íntegra.

Muitas dúvidas e mudanças com a efetivação da Resolução SE 68, para entender o que são “professores habilitados”, e o que são “professores qualificados”? Professores dessa modalidade de ensino, vocês também estão com dúvidas? Vamos debater?

Legislação

2 respostas

Por Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol em 09/02/2018

Olá Ana Amelia,

Vivenciei essa experiência enquanto professora de classe comum em uma escola da rede pública do estado de São Paulo em 2014, quando recebi dois alunos com autismo (TEA). Relato a você que fiz dessa situação uma experiência positiva. Para mim foi uma sensação (desconhecido, incompreendido, fascinante e desafiador). E a partir dessa experiência consegui identificar que a inclusão não está só no acesso desses alunos à escola comum, mas está relacionada em como a escola e o professor podem criar possibilidades e suporte pedagógico para recebê-los. Deixo aqui algumas sugestões:

  1. Respeitar os ritmos de aprendizagem, adaptando os conteúdos da proposta curricular;
  2. Criar dentro da escola um grupo de estudo transdisciplinar para elaborar, estudar e debater relatórios pedagógicos dos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, interpretar seus laudos médicos adaptando-os com ações pedagógicas, solicitar encaminhamentos para os alunos que não tem, e precisam de uma avaliação médica;
  3. Formação e capacitação continuada sobre educação especial para todos os cargos dentro das escolas, principalmente para os professores, coordenadores e gestores, até mesmo como pré-requisito de competências e habilidades para ingressos;
  4. Propor e efetivar um trabalho integrado com a família desses alunos dentro da escola. Ações que possam potencializar uma melhor qualidade de vida junto ao desenvolvimento de cada aluno no reconhecimento da existência de um trabalho escolar integrado que busque um novo olhar sobre a inclusão.

Não desanime, busque mudar essa situação. Devemos sempre nos colocar no lugar do outro (alunos). Abraços.

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Por Ana Amelia em 31/01/2018

Olá, tive uma experiência negativa e sufocante de ver dois alunos deficientes na minha frente todos os dias do ano letivo e eu não saber me comunicar com eles, pensar naqueles olhares que diziam “eu preciso de ajuda”.

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