O que fazer diante da suspeita de que um aluno possa ter autismo?

Trabalho como profissional de apoio no turno da tarde em minha escola há alguns anos. Este trabalho me alertou para alguns sinais que meu sobrinho de três anos vem apresentando ao iniciar sua vida escolar na educação infantil. Ele se isola dos colegas, muitas vezes não atende a chamados e ao contato visual. Em casa é bem ativo, mas um pouco agressivo nas brincadeiras (também pode ser pelo contato do pai que pratica artes marciais). Meu sobrinho só obedece quando é alertado sobre “castigos”. A fala dele é atrasada e ele só balbucia algumas palavras que a gente só entende se estiver dentro do contexto. Minha suspeita é de que ele possa apresentar alguma questão relacionada ao transtorno do espectro autista (TEA), a família precisa ter a mente aberta para buscar ajuda o quanto antes possível. A ajuda de vocês seria de fundamental importância para nós conhecermos esse universo que é novo para a família. Obrigada!

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2 respostas

Por Natalia Gomes Soares em 22/05/2017

Olá, sou psicóloga escolar e posso te contar um pouco de como temos atuado diante de situações em que alunos da educação infantil apresentam comportamentos parecidos aos que você descreveu do seu sobrinho. Esses comportamentos não indicam necessariamente transtornos de desenvolvimento, é necessário avaliar algumas variáveis importantes que podem estar contribuindo com essa condição, bem como modificá-las, estimulando e proporcionando que outros comportamentos alternativos ocorram, como o de responder a comandos e olhar para as pessoas.

Para fazer essa modificação das variáveis há algumas estratégias que a ciência da Análise do Comportamento (uma abordagem da psicologia) dispõe. Depois de intervir dessa maneira, avaliando e estimulando a criança, em parceria com a família, verificamos os resultados e caso não tenha melhora significativa nós indicamos uma avaliação clínica. No caso do seu sobrinho sugiro uma avaliação clínica com uma psicóloga, pois provavelmente ela irá atuar da mesma maneira, já que não é possível validar a hipótese de transtornos sem antes intervir. Ela poderá fazer intervenções em parceria com fonoaudióloga, por exemplo, para estimulação da fala.

Espero ter contribuído! Estou a disposição! Abraço, Natalia Gomes.

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Por Equipe DIVERSA em 15/05/2017

Olá! Seja bem-vindo à nossa comunidade! Nós da equipe do DIVERSA agradecemos pela confiança em dividir suas dúvidas. Acreditamos que encaminhamentos para desafios como o que você expôs possam ser construídos coletivamente. Para isso, dividiremos sua questão com outros membros de nossa comunidade e pesquisaremos em nosso acervo de conteúdos referências que possam te inspirar na busca por possibilidades inclusivas. Enquanto isso, te convidamos a explorar e comentar os estudos de caso, os relatos de experiência e os artigos de nossa biblioteca. Continue nos contando suas descobertas sobre o tema da educação para todos. Sinta-se à vontade para trocar experiências!

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