O que escola e família podem fazer por estudante com dislexia?

Olá. Meu nome é Bruna Cabral, tenho dois filhos, o meu caçula tem dislexia. O que a escola pode fazer, e o que nós pais podemos fazer para ajudar meu filho? Ele tem oito anos e cursa o 2° ano do ensino fundamental. Ele não consegue fazer leitura, nem associar os sons (ele tem dislexia mista, que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia). Eu espero que a comunidade me ajude. A escola só coloca a culpa em cima de nós. Eu pedi para as atividades serem diminuídas, porque vem muita tarefa e ele se cansa e não absorve o conteúdo. Já pedi para as provas serem diferenciadas, sendo feitas oralmente, mas a resposta que recebi foi a seguinte: não podemos atrasar uma turma toda por conta de um aluno. O que posso fazer?

Dislexia

3 respostas

Por MARIA VALDINETE DE PONTES MATIAS em 04/12/2017

Sou Valdinete, professora de rede pública municipal e tenho vivenciado experiências similares ao exposto aqui, nesse caso, considerando serem alunos disléxicos, embora as famílias não tenham apresentado os laudos, o que dificulta nossa avaliação. Tenho procurado dar assistência a esses alunos por compreender que todos os alunos não aprendem no mesmo ritmo e que alguns necessitam de um acompanhamento diferenciado. Esse monitoramento deve ser contínuo e as atividades propostas precisam ser oferecidas conforme as necessidades do aluno.

Em um dos casos, o aluno tinha um comprometimento tão avançado que ia além da resolução das atividades diárias. A relevância da interação professor/aluno, a ajuda em relação à fala/dicção fez a diferença na aprendizagem desse aluno. A família pode contribuir quando se torna parceira nesse processo de evolução. Percebi que após uma conversa com a mãe no sentido de estimular e acreditar no potencial do seu filho fez uma grande diferença. A família tem fundamental importância nesse processo de desenvolvimento.

O aluno precisa se sentir incluído desde a sua casa, a escola funciona como uma extensão nessa relação de confiabilidade do seu potencial enquanto aprendiz. Ao desenvolver atividades diferenciadas, manter uma relação mais próxima, conhecendo a realidade do aluno e fazendo as devidas intervenções, percebi que foram essenciais para o desempenho eficaz desse aluno. Iniciou o ano no nível pré-silábico e hoje se encontra no nível alfabético. É um aluno do quarto ano do ensino fundamental e hoje percebe-se a elevação da autoestima e confiança em si, relevante para seu avanço na aprendizagem em sala de aula. O aluno aprende quando encontra significado. É preciso conhecer, avaliar, intervir, cuidar, estabelecer relações interpessoais promissoras ao convívio escolar que prioriza a equidade, qualidade e acessibilidade, nesse caso, pedagógica, necessária aos alunos inseridos nesse contexto.

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Por Maria Ligia de Castro e Carrijo Monteiro em 07/11/2017

Pessoa disléxica tem inteligência normal ou além. As provas devem ser diferenciadas, o aluno pode usar notebook. Em casa você pode dividir o tempo para as tarefas. Leve o laudo do médico à escola e solicite metodologia diferenciada: protocole seu pedido.

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Por Rubia faria matos em 19/02/2018

Quais os direitos dos alunos com dislexia e como fazer quando crescer pra ter direito em vestibular e etc?

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