O que escola e família podem fazer por aluna com deficiência intelectual com dificuldade de aprendizado?

Olá. Sou pai de uma adolescente de 13 anos. Também sou professor da rede estadual de ensino. Minha filha desde pequena apresentou dificuldades com o aprendizado. E também possui epilepsia constada pelo neuropediatra aos 5 anos. Em seu primeiro ano de escola foi pedido um laudo que foi realizado pela equipe multidisciplinar da APAE. Esse laudo descreve que minha filha tinha um comprometimento evidente em seu comportamento adaptativo e acentuada alteração em sua organização perceptiva. Assim sendo, encaminharam para avaliações neurológicas, psiquiátricas e oftalmológicas. Realizamos todas, mas não conseguimos avançar com seu aprendizado. Buscamos aulas particulares sem resultados. Por estar em escola pública, ela foi promovida pela chamada progressão continuada. Na verdade, não conseguia nem o básico da matemática. Ela foi alfabetizada, mas tem sérias dificuldades em entendimento de textos, ou seja, interpretações. Não consegue contextualizar o que lê.

Temos agora um bebê de um ano e tive que me efetivar em outra cidade. Mudamos e ela foi para uma escola municipal. A escola nos chamou e disseram que a “menina não tem condições de estudar ali, pois não sabe nada”. Está na 8ª série. Ela está, como nos disseram, “muitos anos atrás pelo seu conhecimento até agora adquirido”. Pediram um novo laudo. Também realizado pela equipe da APAE na cidade em que moramos agora. Esse novo laudo aponta deficiência intelectual leve. E encaminharam para uma psicóloga, psiquiatra e sala de recursos da escola. Agora que terminaram o 2º bimestre, a escola está nos chamando para avisar que ela vai ser reprovada e que as atividades mesmo sendo adaptadas não fluíram resultados. Estamos conversando. A psicóloga só avaliou ela uma vez. Também vamos agora agendar com um psiquiatra. Ela está muito triste, deprimida e fechada, sofrendo.

A escola pede com urgência uma posição nossa e dos profissionais acima citados para assim então começar a trabalhar com a profissional da sala de recursos. Ela não quer ir mais para escola e sua saúde piorou. Seria mesmo esse o caminho correto? Grato.

1 resposta

Por Equipe DIVERSA em 12/07/2017

Olá, Edison! Seja bem-vindo à nossa comunidade! Nós da equipe do DIVERSA agradecemos pela confiança em dividir suas dúvidas. Acreditamos que encaminhamentos para desafios como o que você expôs possam ser construídos coletivamente. Para isso, dividiremos sua questão com outros membros de nossa comunidade e pesquisaremos em nosso acervo de conteúdos referências que possam te inspirar na busca por possibilidades inclusivas. Enquanto isso, te convidamos a explorar e comentar os estudos de caso, os relatos de experiência e os artigos de nossa biblioteca. Continue nos contando suas descobertas sobre o tema da educação para todos. Sinta-se à vontade para trocar experiências!

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