Como ensinar língua estrangeira para estudantes público-alvo da educação especial?

Bom dia! Minha dúvida é sobre o ensino de língua estrangeira (inglês, espanhol, francês) para alunos especiais. Elas são obrigatórias em todos os níveis ou não? Lembro de ter lido alguma coisa sobre o assunto, porém não tenho base para afirmar com propriedade. Caso possível, gostaria de ter acesso aos documentos para melhorar meu desempenho e apresentar aos meus superiores. Tenho um aluno com surdez no 7º ano que ainda está aprendendo Língua Brasileira de Sinais (Libras), apenas copia as atividades sem entender o por quê. Outro com transtorno do espectro autista (TEA), que está no 3º ano, que ainda tem várias dificuldades para serem superadas e outros que sentem muita dificuldades com a língua estrangeira. Caso possa me ajudar ficarei muito grata.

Língua estrangeira

1 resposta

Por Adriane Barreto Aleixo em 13/03/2017

Olá! Sou Adriane Barreto Aleixo, professora de língua inglesa na Escola Municipal Oswaldo Cruz de Belo Horizonte, Minas Gerais. Há um ano enviei junto com um grupo de professores da escola, um relato de experiência sobre nosso trabalho com um aluno com autismo. Respondendo à pergunta; não há receita para esse trabalho. Cada aluno é diferente. Recebemos vários e para cada um, fazemos um trabalho diferente; mas nem todos os professores participam. Fazemos cursos que a rede municipal nos oferece e pesquisamos por conta própria. A base do nosso trabalho é ensaio/erro/acerto/troca de experiência. Na língua estrangeira e nas outras disciplinas também é sempre bom partir de coisas concretas que o aluno conheça. Usar bastante imagem para trabalhar os conteúdos. Isso é mais fácil nas séries iniciais (até sexto ano). Usar exercícios de marcar, ligar, identificar, copiar, como na educação infantil e depois ir aprofundando de acordo com o que o aluno der conta. Já tivemos alunos que conseguiram ler textos; mas também outros que precisamos desenvolver a coordenação motora com pintura, massinha, papel picado, mesmo estando no oitavo, nono ano. O importante é fazer o aluno participar das aulas. Se estamos trabalhando com o livro didático, por exemplo, podemos selecionar atividades que eles consigam fazer junto com a turma. Outro aspecto importante é avaliá-lo de forma diferenciada, de acordo com o trabalho que veio desenvolvendo na sala.

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