Como atrair a atenção de uma criança com comportamento agitado em sala de aula?

Olá, faço faculdade na área de educação especial e estou trabalhando com uma criança de oito anos que está na 2ª série. Por enquanto sou auxiliar da sala e durante a aula sou eu quem realiza ou tenta realizar as atividades proposta a ela. O laudo diz que ela tem autismo severo, deficiência intelectual. Eu acredito também que ela tem déficit de atenção, porém o laudo não diz. Ela é carinhosa, fala somente papai e mamãe, não tem autonomia nenhuma, quando se estressa ou não está satisfeita grita muito. É uma criança com comportamento agitado e tenho muita dificuldade de trabalhar. Ela se mostra irritada quando tentamos prender sua atenção e pedagogicamente ela não corresponde em nada. As vogais, números de 1 a 5, longe perto, claro e escuro e outros. Só que eu não concordo em ensinar as vogais e os números agora, pois nem no lápis ela consegue segurar. Fico perdida em o que ensinar e como ensinar por ela não parar quieta um segundo. Gostaria de ajuda em planejamento pedagógico prático e compatível com o caso dela e caso exista alguma técnica de ensino, como posso aplicá-la?
 

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2 respostas

Por maria de lourdes de moraes pezzuol em 11/04/2017

Olá, identifico que é uma situação que requer muita paciência, dedicação, tolerância, afeto e estudo. Identifico, também, que essa situação poderá ser amenizada se a escola trabalhar em parceria junto com a família e com a equipe de especialistas da área da saúde. Ações que poderão auxiliar o professor a identificar comportamentos, atitudes e reações, pois sabemos que o transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio que merece toda a atenção, é necessário um trabalho diferenciado, norteado por rotinas, pois não existe nenhum perfil de autismo igual ao outro. Não é possível delimitarmos uma forma padrão de autismo. Nesse sentido, os autistas apresentam dificuldades no que podemos denominar de tríade comportamental que envolve déficit na comunicação, interesses restritos e prejuízos na interação social. Segundo pesquisadores, quanto maior o comprometimento, maior a dificuldade apresentada. É recomendado que familiares, amigos e profissionais estimulem o indivíduo, principalmente na interação social de forma gradativa, sem que haja desgaste, com acompanhamento e orientações, necessitando ser observado todo o desconforto que possa prejudicar seu comportamento, como barulho, ambientes abertos e outros.

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Por Equipe DIVERSA em 03/04/2017

Olá Ana Beatriz! Seja bem-vinda à nossa comunidade! Nós da equipe do DIVERSA agradecemos pela confiança em dividir suas dúvidas. Acreditamos que encaminhamentos para desafios como o que você expôs possam ser construídos coletivamente. Para isso, dividiremos sua questão com outros membros de nossa comunidade e pesquisaremos em nosso acervo de conteúdos referências que possam te inspirar na busca por possibilidades inclusivas. Enquanto isso, te convidamos a explorar e comentar os estudos de caso, os relatos de experiência e os artigos de nossa biblioteca. Continue nos contando suas descobertas sobre o tema da educação para todos. Sinta-se à vontade para trocar experiências!

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