Bate-papo virtual aborda como transformar escolas em espaços inclusivos

 

Em uma foto-montagem, Aline Santos, coordenadora do Projeto DIVERSA, sorri ao lado de Rodrigo Hübner Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes. Texto: Bate-papo online, 22/11, às 16h00.
Aline Santos e Rodrigo Hübner Mendes na chamada para o bate-papo virtual sobre “O que é educação inclusiva”.

Rodrigo Hübner Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes (IRM), e Aline Santos, coordenadora do projeto DIVERSA, acreditam ser necessária a disseminação de informações básicas sobre a educação inclusiva para transformar a escola em um espaço para todos. Segundo eles, essa é uma das principais intenções da nova seção do portal DIVERSA intitulada “O que é educação inclusiva”. As opiniões foram expostas em um bate-papo virtual transmitido ao vivo pelo Facebook no dia 22/11. O conteúdo alcançou mais de 20 mil usuários e segue disponível para visualização.

 

Bate-papo sobre educação inclusiva 

Mendes explicou que o novo espaço virtual do site contém textos sintéticos sobre o tema, que, segundo ele, é vasto e ainda está em construção. “A concepção de educação inclusiva foi construída a partir da sociedade civil e percebemos que não existe uma definição absoluta do que ela é. O que existe é um espectro com várias formas de enxergar essa nova abordagem em relação à participação de todos na escola com base no campo do direito”, diz o superintendente.

As dúvidas da Comunidade DIVERSA alimentaram a construção da nova seção do portal. Ao mesmo tempo, o acúmulo do IRM quanto ao tema ajudou na estruturação do conteúdo. “Desde a fundação do DIVERSA, lá em 2011, cinco eixos orientam a nossa prática de pesquisa e a nossa prática de formação”, diz Mendes. São eles: políticas públicas, gestão escolar, estratégias pedagógicas, parcerias e as relações com as famílias.

Esses aspectos são abordados na nova seção em suas três partes principais: “o que é”; “por onde começar” e “como transformar as escolas e as redes de ensino” para a educação inclusiva. Entre os subtemas destacados, estão: paradigmas históricos, público-alvo, questões de acessibilidade e marcos legais relacionados ao modelo inclusivo.

 

Como transformar a escola comum

Mendes e Aline também falaram sobre as transformações possíveis para tornar as escolas mais inclusivas. Para tanto, eles citaram experiências que podem ser replicadas e foram conhecidos pela equipe do IRM em escolas de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Destaques foram dados às estratégias pedagógicas, ao projeto político-pedagógico (PPP), à gestão, à intersetorialidade etc. Nesse sentido, o superintendente do IRM mencionou experiências realizadas em Florianópolis, onde diferentes setores, como secretarias e escolas, uniram-se para debater e pensar ações inclusivas na educação. “Lá, a própria secretaria de educação organizava reuniões rotineiras, trazendo profissionais de cada uma das secretarias”, conta, ressaltando a importância das políticas públicas para a consolidação e perpetuação de ações inclusivas.

Quanto ao PPP, à gestão escolar e às estratégias pedagógicas, Mendes pontuou a importância da aproximação com a comunidade, ou seja, a necessidade de pensar a educação inclusiva como um trabalho coletivo. Segundo ele, o encontro de diferentes pessoas torna possível identificar as várias barreiras existentes para a inclusão e permite traçar distintas estratégias para superá-las.

“Não tem como fazer um projeto inclusivo sem que exista a colaboração de todo mundo. O diretor sozinho não consegue transformar a cultura da escola […] E um ponto de partida para um gestor que está querendo colocar isso na sua agenda é reelaborar o projeto político-pedagógico de forma democrática”, diz Mendes.

Aline destaca que os diferentes exemplos de práticas inclusivas mencionados são “caminhos possíveis, mas não os únicos”. Ela afirma que “não existe uma receita pronta” para incluir estudantes com deficiência nas escolas comuns da melhor forma.

“O que sugerimos é que outros lugares, cidades, secretarias, professores e familiares vejam coisas que foram construídas e pensem ‘o que será que pode funcionar para mim? O que será que eu faria diferente?’. E aí, juntos, vamos criando evidências do que é educação inclusiva na prática”, conclui.

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  • Maria de Loudes de M.Pezzuol

    Enquanto profissionais da educação precisamos ter como objetivo a UNIÃO, integrar grupos para melhorar e ampliar nossas práticas. Parabéns a toda equipe DIVERSA pelo brilhante trabalho que realizam.